DOP “Madeirense” e IGP “Terras Madeirenses”

 

Conhecer os Vinhos

 

No final da década de 70 do sec. XX, a Região iniciou os estudos da adaptação de várias castas Regionais, nacionais e estrangeiras, para a produção de vinhos tranquilo. Em 1984 foram plantados 3 campos experimentais (Estreito da Calheta, Preces e Arco de Jorge) com uma selecção inicial de 57 castas diferentes. Estas experiências acontecem no âmbito de um projecto desenvolvido pela Direção Regional de Agricultura. Paralelamente iniciou-se também a seleção clonal das castas tradicionais da Madeira, com uma população inicial oriunda de várias zonas da ilha da Madeira, num total de 82 clones, distribuídos por 7 castas (Sercial, Verdelho, Boal, Malvasia Cândida, Malvasia Roxa, Terrantez e Bastardo).

 

Em 1994, finda a primeira fase de experimentação, que compreendia tanto a parte agronómica (produção, adaptação climática, resistência a doenças e pragas, etc.) como a parte enológica (microvinificações, caracterização química dos mostos, caracterização química e organolética dos vinhos), iniciou-se a segunda fase da experimentação, que viria a terminar em 2003. Nesta 2ª fase os campos experimentais afectos a esta selecção foram novamente replantados com as castas e clones que tinham passado a esta 2ª fase.

 

Fruto dos resultados que se começaram a desenhar, alguns viticultores lançaram-se neste novo desafio dos vinhos tranquilos e assim, se iniciaram por volta de 1993 as primeiras plantações destinadas exclusivamente ao vinho tranquilo.

 

Em 1999 é publicada a Portaria nº 86/99, de 12 de Maio, na qual se definem os requisitos a que devem obedecer os vinhos de forma a serem reconhecidos como provenientes da denominação de origem "Madeirense". Mais tarde, em 2006, é publicada a Portaria 86/2006, de 2 de Abril, a qual confere aos vinhos de mesa produzidos na Região Autónoma da Madeira a possibilidade de usarem a menção “vinho regional”, seguida da indicação geográfica “Terras Madeirenses”, para os vinhos tranquilos brancos, tintos e rosados ou rosés.

 

Ilha e Região Vitivinícola

 

A área geográfica de produção do VQPRD “Madeirense” e do “Vinho Regional Terras Madeirenses” abrange as ilhas da Madeira e do Porto Santo.

 

Castas Autorizadas

 

CASTAS BRANCAS: Verdelho, Arnsburger, Terrantez, Sauvignon Blanc, Malvasia Cândida, Chardonnay,l Tália, Sercial, Chenin Blanc, Alvarinho Lilaz, Malvasia Bianca, Rio Grande, Malvasia Cândida Branca, Malvasia Fina, Malvasia Branca de S. Jorge e Carão de Moça 

 

CASTAS TINTAS: Tinta Negra, Maria Feld, Malvasia Roxa, Merlot, Bastardo, Cabernet Sauvignon, Deliciosa, Complexa, Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Barroca, Aragonez e Syrah.

 

Apesar da lista de casta ser alargada, na realidade o encepamento para este tipo de vinho é bem mais restrito. Na realidade o encepamento para vinhos brancos está praticamente restringido às castas Verdelho e Arnsburger, assim como os vinhos tintos são principalmente de Touriga Nacional, Merlot, Cabernet Sauvignon, Aragonez e Tinta Negra.

 

Adega de São Vicente

 

Dado a dimensão das explorações não ser favorável ao investimento em adegas particulares, o Governo Regional decidiu apoiar e incentivar os produtores de vinho tranquilo através da construção de uma adega, prestadora de serviços, que disponibiliza a tecnologia e a enologia para a produção de vinhos de qualidade.

 

Em 1999 a Adega de São Vicente labora pela primeira vez, tendo uma capacidade instalada de aproximadamente 100.000 litros. No ano de 2000 a Adega de São Vicente é inaugurada oficialmente. Mais tarde, em 2004 é alvo de aumento de capacidade, passando dos iniciais 100.000 litros para 300.000 litros.

 

Os utentes da ASV contratam anualmente os seus serviços, estando actualmente disponíveis os serviços de:

 

  • Espaço, Equipamento e Enologia
  • Espaço e Equipamento;
  • Engarrafamento (vinhos não produzidos na ASV);
  • Armazenamento em caixa de estágio ou barrica (para vinhos produzidos na ASV).

 

A adega, consoante o tipo de contrato efectuado, responsabiliza-se ou efectua todo o trabalho de produção do vinho até ao seu engarrafamento, cabendo aos utentes o fornecimento do material de engarrafamento (garrafas, rolhas, rótulos, cápsulas, etc), outros produtos que não os fornecidos pela ASV, que desejem utilizar na produção do seu vinho, e a sua comercialização.


 

Gráfico 1: Evolução da recepção de uvas na ASV de 1999 a 2008

 

 Gráfico 1

 

Gráfico 2: Relação da quantidade de uvas brancas e uvas tintas, recepcionadas anualmente

 

Gráfico 2